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Nubank reduz de três semanas para menos de cinco dias o ciclo de atualização de agentes de IA ao testá-los primeiro com clientes sintéticos

Pesquisa mostra que clientes sintéticos podem ajudar o Nubank a testar mais cenários, tomar decisões mais rapidamente e melhorar a experiência dos clientes.

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5 nov, 2026

São Paulo, 5 de novembro de 2026 – O time de AI Research do Nubank constatou que testar agentes de IA com clientes sintéticos em simulações de larga escala pode acelerar o desenvolvimento e ajudar as equipes a escolher versões melhores antes de disponibilizá-las para clientes reais. No estudo, cada nova versão do agente levou, em média, 4,4 dias para ser desenvolvida com o uso de simulação, ante 21,2 dias em um fluxo de trabalho anterior sem esse recurso. Em um teste A/B real, o agente desenvolvido com apoio da simulação registrou uma taxa de autoatendimento 4,9 pontos percentuais maior e um transactional Net Promoter Score (tNPS), índice que mede a recomendação do cliente após uma interação, 36,7 pontos maior do que o agente usado para comparação.

Descrita em um novo artigo de pesquisa, a abordagem usa um ambiente de teste controlado no qual clientes sintéticos, com diferentes perfis e necessidades, conversam em várias etapas com agentes de IA. Assim, as mudanças podem ser avaliadas antes de chegarem aos clientes reais.

O estudo acompanhou dois agentes de AI de atendimento ao cliente em diferentes etapas do ciclo do cartão de crédito: o Card Delivery, que trata do status de entrega e da emissão de segunda via, e o Card Management, que permite atualizar o endereço e solicitar uma nova via do cartão. A simulação orientou as mudanças no Card Management, enquanto o Card Delivery foi usado como agente de comparação no teste A/B real.

“Cada mudança em um agente de IA é uma aposta na experiência do cliente. A simulação nos permite testar essas apostas primeiro com clientes sintéticos, para que apenas as mudanças com resultados claramente melhores cheguem às pessoas”, afirma Rohan Ramanath, gerente-geral de IA do Nubank.

Aprendizado mais rápido, impacto para os clientes

A simulação ajudou a equipe a decidir quais mudanças no agente Card Management valia a pena levar aos clientes reais. Na avaliação offline, uma versão do agente reduziu os encaminhamentos desnecessários para o atendimento humano de 22,4% para 16,0% — uma queda de 6,4 pontos percentuais em comparação com a versão anterior.

O teste A/B ao vivo realizado em seguida mediu o impacto com clientes reais. Em comparação com o Card Delivery, o Card Management apresentou uma taxa de autoatendimento 4,9 pontos percentuais maior e um tNPS 36,7 pontos maior. Como o Card Management atende a um conjunto mais amplo de tarefas do que o Card Delivery, esses ganhos refletem tanto o novo agente quanto o processo de desenvolvimento orientado por simulação. Após o teste, o Card Management foi disponibilizado para a base de clientes do Nubank no Brasil.

A taxa de autoatendimento representa a parcela das sessões concluídas com o agente sem que o cliente peça atendimento humano. Isoladamente, ela não comprova que todos os problemas foram resolvidos com sucesso. Por isso, a análise também considera métricas de satisfação e avaliações específicas de qualidade.

Uma forma mais rápida e abrangente de avaliar agentes de IA

Sem uma camada de simulação, o teste de novas versões de um agente pode depender muito de cenários escritos manualmente, de amostras limitadas e de experimentos com clientes reais. Simulações em larga escala permitem comparar mais combinações de instruções, modelos e arquiteturas de agentes em um ambiente controlado, antes de decidir quais mudanças devem avançar.

A mesma abordagem ajudou o Nubank a avaliar modelos de pesos abertos para atendimento ao cliente. A equipe avaliou 29 configurações de modelos em mais de 16 mil conversas simuladas e selecionou o Qwen, com raciocínio habilitado, para aprimoramento. A simulação revelou um ponto fraco que a equipe tratou por meio da otimização de prompts antes do teste com clientes reais.

Em um teste A/B separado com clientes reais, comparando o modelo então utilizado pelo Card Management com a configuração aprimorada do Qwen, a taxa de autoatendimento aumentou em 8,8 pontos percentuais e reduziu a latência de resposta no percentil 95 (p95) em 25%, sem alteração estatisticamente significativa no tNPS.

O que a pesquisa possibilita

A contribuição mais ampla do artigo é mostrar que avaliar agentes de IA exige mais do que verificar se eles produzem a resposta certa. O estudo também indica que o papel de um simulador é classificar corretamente as alternativas — e não reproduzir perfeitamente o comportamento humano — e que os próprios simuladores precisam ser validados antes que as equipes dependam deles. Essas ideias abrem novas frentes de pesquisa: testes padronizados para avaliar a confiabilidade dos simuladores; ciclos de melhoria nos quais agentes são revisados, avaliados e aprimorados com menos esforço manual; e avaliações de agentes mais proativos, capazes de orientar clientes durante a realização de tarefas.

A abordagem atual termina nos sistemas chamados pelo agente. Por isso, ampliar a simulação para incluir o comportamento e os tempos de resposta dos sistemas de backend é um próximo passo natural. Como cada mudança está vinculada a uma hipótese e a um critério de sucesso definidos previamente, o fluxo de trabalho também registra com clareza por que cada alteração foi aprovada, algo valioso em setores regulados.

Para o Nubank, essa abordagem conecta a pesquisa aplicada em IA a um desafio concreto de negócio: como desenvolver experiências mais úteis e confiáveis à medida que a IA conversacional passa a fazer parte de mais interações.

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