São Paulo, 8 de outubro de 2026 – Para o pequeno empreendedor brasileiro, administrar o negócio também significa lidar com uma série de tarefas financeiras e burocráticas que consomem tempo, tirando o foco da estratégia de crescimento. É o que revela a pesquisa “Tempo é dinheiro: quanto a burocracia financeira custa ao pequeno negócio brasileiro”, estudo inédito encomendado pelo Nu Empresas à Bridge Research, que ouviu 1.200 donos de pequenos negócios em todo o Brasil, entre clientes e não clientes do Nubank, em julho deste ano.

O principal achado mostra que os empreendedores dedicam, em média, nove horas por semana a tarefas burocráticas e financeiras, o que representa mais de um dia útil de trabalho consumido por atividades operacionais, como pagamentos, cobranças e conciliação. Ao longo de um ano, esse tempo soma aproximadamente 468 horas, o equivalente a quase três meses de expediente sem gerar uma única venda. O estudo também aponta que a burocracia tem impactos distintos conforme o perfil do negócio. Para quem é MEI, são cerca de 8 horas semanais, enquanto as micro e pequenas empresas dedicam, em média, 10 horas. Se o empreendedor for varejista, o peso é ainda maior, e o gasto com burocracia sobe para 11 horas semanais.
As principais tarefas que consomem o tempo dos empreendedores, de acordo com a pesquisa, são as obrigações fiscais e tributárias (43%), seguidas pelo controle de entradas e saídas (41%), emissão de notas fiscais (40%) e, mais abaixo, conciliação dos recebimentos (30%). São atividades operacionais cujo peso recai diretamente sobre o crescimento do negócio. Segundo o estudo, 85% dos empreendedores afirmam ter deixado de fazer algo estratégico nos últimos três meses por estarem sobrecarregados e 68% afirmam que o negócio seria mais lucrativo com menos burocracia para resolver.
“Os dados confirmam o que já víamos de perto: o problema não é só o tempo gasto com burocracia, é o que os empreendedores deixam de fazer com ele. Cada hora dedicada a conferir um boleto ou emitir uma nota é uma hora que deixa de ir para o planejamento, para o cliente ou para o crescimento do negócio. E é exatamente com essa conta em mente que desenvolvemos as soluções do Nu Empresas. Ferramentas como o Assistente de Pagamentos e o Assistente de Cobranças existem para automatizar essas tarefas operacionais, devolvendo ao empreendedor o tempo que a burocracia consome”, afirma Maximiliano Damian, vice-presidente de Nu Empresas.
A desconexão da Inteligência Artificial
O estudo revela também que o pequeno empreendedor brasileiro já incorporou a inovação à comunicação com seus clientes, mas ainda mantém processos tradicionais na gestão financeira do negócio. Embora 66% dos donos de empresas já utilizem ferramentas de Inteligência Artificial, a adoção está concentrada principalmente na criação de conteúdo: entre eles, 68% recorrem à IA para redigir textos e 63% para produzir imagens e vídeos. Quando o assunto é gestão, o uso dessas soluções é significativamente menor: apenas 30% as utilizam para tarefas financeiras ou administrativas.
O reflexo dessa diferença também se reflete nas ferramentas utilizadas no dia a dia: mais da metade dos empreendedores (53%) ainda gerencia o fluxo de caixa em planilhas, e 23% utilizam anotações manuais em papel e caderneta.
Caixinhas PJ
Olhando para a própria base de clientes do Nu Empresas, com dados de setembro de 2026, é possível avaliar como a ferramenta de organização financeira é utilizada pelos empreendedores. Entre os que usam as Caixinhas PJ, mais de três em cada quatro negócios (77%) têm ao menos uma Caixinha dedicada a um objetivo: 63% são ligados ao planejamento, como “imprevistos” e “melhorias”, e 18% à rotina financeira: “fluxo de caixa”, “capital de giro”, “pagamentos”.
Os dados também apontam que o dinheiro guardado na Caixinha não é dinheiro de passagem: 86% desses clientes mantêm algum valor guardado há mais de 30 dias. Essa é a mesma organização que muitos ainda fazem em planilha, mas dentro da conta e com o benefício de rendimento de 100% do CDI com liquidez imediata para o caixa do dia a dia e, para quem pode travar o valor por 6 meses ou mais, a partir de 102,5% do CDI.
Novidade Nu Empresas: Limite transacional
Além de ferramentas de organização financeira como as Caixinhas, o Nu Empresas também amplia recursos voltados a negócios em estágios mais avançados de crescimento. A empresa está expandindo a funcionalidade de limite transacional para 100% da base elegível, que permite aos donos de contas PJ definir quanto cada funcionário pode movimentar.
Com a novidade, os responsáveis pela conta podem delegar atividades, como pagamentos e transferências, com mais controle, sem conceder aos usuários autorizados autonomia financeira ilimitada. A funcionalidade não está relacionada ao limite de crédito, mas ao gerenciamento de transações como pagamentos de fornecedores ou o controle de despesas, contribuindo para uma operação mais segura e organizada.
“Vimos no próprio estudo que crescer traz mais complexidade na administração. O limite transacional é uma resposta direta a isso: dá ao empreendedor a confiança de delegar tarefas sem perder a visibilidade e o controle sobre o caixa da empresa”, complementa Damian.
Confira a pesquisa completa abaixo.